Onda de frio escancara vulnerabilidade dos rebanhos brasileiros
Iagro — A agência sanitária de Mato Grosso do Sul investiga, desde 24 de maio, a morte de 83 bovinos em cinco fazendas após termômetros marcarem menos de 7 °C e sensação térmica próxima de 0 °C.
- Em resumo: hipotermia derrubou 74 animais em Nova Andradina e outros 9 em Angélica, repetindo perdas já vistas em 2023.
Hipotermia e exposição: por que o gado não resiste?
Sem abrigo contra vento e chuva, o rebanho perde calor corporal muito rápido. Situação piora em animais jovens, debilitados ou com dieta pobre em energia — fatores que, segundo a Reuters, devem ganhar atenção redobrada em ondas de frio cada vez mais frequentes.
“Ventania, umidade elevada e brusca queda de temperatura formam a combinação perfeita para a hipotermia”, alertou a Iagro em nota técnica distribuída aos produtores.
O que produtores podem fazer para evitar novas perdas
Especialistas recomendam cercas-vivas ou capões de mata como barreira natural, além de suplementação energética e manejo separado de bezerros e animais debilitados. A orientação é manter o gado longe de áreas alagadas nas madrugadas mais frias — prática que reduz o risco de choque térmico e estresse metabólico.
Como proteger o rebanho durante frentes frias?
Ofereça abrigo contra vento, eleve a oferta de ração energética e monitore bezerros de perto.
Hipotermia em bovinos tem cura?
Se diagnosticada cedo, o aquecimento gradual e suporte veterinário podem salvar o animal.
E você? Já adotou medidas preventivas contra o frio na sua propriedade ou conhece quem sofreu com as baixas temperaturas? Compartilhe nos comentários e acompanhe nossa editoria especializada para outras atualizações sobre clima e agronegócio.
Crédito da imagem: Divulgação / ImagensstockBR