Do YouTube para a telona com tecnologia digna de game engine
Backrooms: Um Não-Lugar — o longa da A24 que chega aos cinemas em 28 de maio — nasceu de um curta viral de Kane Parsons, hoje com 20 anos. O diretor usou as mesmas ferramentas favoritas de muitos desenvolvedores indie, como Blender e After Effects, para transformar a creepypasta em uma experiência de terror que promete impactar quem curte horror “low-fi” e design procedural.
- Em resumo: Parsons modelou cada corredor em 3D, construiu 2,8 mil m² de cenários reais e manteve os arquivos digitais idênticos ao filme final.
Blender virou o “motor gráfico” de toda a produção
Na fase de pré-produção, o cineasta criou plantas, iluminação e rotas de câmera diretamente no software de código aberto, enviando os projetos para todos os departamentos — uma integração rara no cinema, mas comum em estúdios de jogos. “O que está no Blender é praticamente idêntico ao que se vê no filme”, explicou Parsons em entrevista reproduzida pelo IGN.
“Foram 3 mil m² de papel de parede e 2,5 mil m² de carpete para que o espectador sinta que está preso num glitch infinito de realidade”, detalha o supervisor de VFX Edward J. Douglas.
Por que isso interessa ao gamer brasileiro?
A produção confirma a ascensão de pipelines híbridos, onde soluções gratuitas, como Blender, entregam resultados dignos de Hollywood. Para quem desenvolve jogos ou animações no Brasil, o case reforça que é possível competir globalmente com criatividade e dedicação autodidata — o próprio Parsons começou os testes aos 16 anos, em plena pandemia.
Quando Backrooms estreia nos cinemas?
Dia 28 de maio, com distribuição da Imagem Filmes.
Qual a origem dos Backrooms?
É uma creepypasta surgida em fóruns de 2019 que descreve corredores infinitos fora da realidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / A24