Pesquisa detalha o “escudo sísmico” que mantém o monumento intacto há 4.600 anos
Grande Pirâmide de Gizé — Um novo estudo sísmico detalhou por que o monumento mais famoso do Egito permanece praticamente ileso, mesmo em uma região sujeita a abalos. A descoberta reforça princípios de engenharia anti-terremoto que podem ser aplicados em edifícios modernos.
- Em resumo: a forma, o centro de gravidade baixo e o sistema interno de câmaras dissipam vibrações com eficiência inédita.
Sismógrafos revelam o “modo defesa” da pirâmide
Pesquisadores posicionaram 37 sensores ao redor e dentro da estrutura para captar microtremores do solo. O resultado mostrou uma distribuição homogênea das ondas sísmicas, algo raríssimo em construções tão maciças, segundo dados divulgados pela Reuters.
“A combinação de base larga, massa decrescente e câmaras internas cria um equilíbrio fora do comum”, explicou o sismólogo Mohamed ElGabry, autor principal do trabalho publicado na Scientific Reports.
O que isso muda para a construção civil brasileira
Embora o Brasil não esteja em zona altamente sísmica, regiões como o Nordeste e o Pantanal já registraram tremores perceptíveis. O estudo reforça a adoção de bases amplas, centros de gravidade baixos e cavidades estratégicas — soluções acessíveis até para prédios residenciais de médio porte — como camadas extras de segurança estrutural.
Como o estudo pode influenciar obras no Brasil?
Ele valida o uso de bases largas, geometria piramidal parcial e câmaras técnicas internas para dissipar energia.
A pirâmide foi projetada especificamente para resistir a terremotos?
Provavelmente não; os egípcios buscavam estabilidade geral e, por consequência, criaram um “escudo” sísmico natural.
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Crédito da imagem: Divulgação / Eugene Li – Shutterstock