Virada no ciclo de carbono dos oceanos reforça urgência climática global
Ciclones Tropicais — Pesquisa divulgada recentemente na revista Nature Geoscience revela que os gigantes meteorológicos, antes conhecidos por liberar CO₂ dos mares, podem passar a capturar o gás já em 2035, modificando o equilíbrio químico dos oceanos.
- Em resumo: a emissão líquida de carbono por ciclones caiu de 16% para 4,5% do total global em 25 anos e tende a ficar negativa em pouco mais de uma década.
De emissores a “esponjas” de carbono: o que diz o estudo
Usando um banco de dados diário de trocas de CO₂ entre ar e mar, cientistas da China, EUA e Alemanha mapearam a influência dos ciclones na superfície oceânica. A descoberta é que o aquecimento global intensifica o resfriamento da água logo após a tempestade, aumentando a absorção de carbono — tendência que pode inverter completamente o balanço em pouco tempo, segundo a Reuters.
“Entre 2016 e 2020, os ciclones tropicais responderam por apenas 4,5% da troca anual de carbono, contra 16% na década de 1990”, destaca o relatório.
Impacto para o Brasil e para a saúde dos oceanos
Para um país com mais de 7.000 km de litoral, a transição dos ciclones para sumidouros de CO₂ soa positiva, mas o efeito colateral preocupa: a acidificação marinha pode ganhar velocidade, afetando corais, pesca e cadeias alimentares que já sofrem pressão climática. Especialistas lembram que o Atlântico Sul ganhou força ciclônica nas últimas décadas, elevando a relevância do monitoramento regional.
O que acontece se os ciclones absorverem mais CO₂?
O oceano ficará mais ácido, prejudicando organismos calcários e a biodiversidade costeira.
Isso já afeta o litoral brasileiro?
Alterações de pH são graduais, mas podem acelerar com eventos extremos mais frequentes próximos à costa.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA