Meta ousada busca romper sanções e colocar a China na linha de frente da litografia avançada
Huawei — A fabricante chinesa revelou uma estratégia de longo prazo para lançar chips Kirin produzidos em litografia de 1,4 nm até 2031, movimento que pretende acabar com a dependência de tecnologias estrangeiras e reacender a disputa com TSMC e Samsung.
- Em resumo: Huawei quer chegar a 1,4 nm mesmo sem acesso às máquinas EUV da ASML, hoje vitais para o processo.
Por que 1,4 nm virou o novo “Santo Graal” dos semicondutores?
Ao reduzir o nó de fabricação, mais transistores cabem no mesmo espaço, elevando desempenho e eficiência energética. A Samsung já confirmou produção em massa de 1,4 nm para 2027, enquanto a TSMC corre para manter a liderança, segundo dados da Bloomberg.
“Huawei ainda está presa a nós de 5 nm, mas aposta em inovação própria para fechar a lacuna tecnológica em oito anos”, destaca He Tingbo, presidente da HiSilicon.
O que isso significa para o consumidor e para o mercado brasileiro?
Se a meta vingar, smartphones equipados com Kirin 1,4 nm poderiam chegar ao país na próxima década com ganhos de bateria de dois dígitos e performance digna de notebooks atuais. Além disso, a competição pode pressionar preços de topos de linha vendidos no Brasil, tradicionalmente caros por conta de impostos e câmbio.
Quando os primeiros aparelhos Kirin 1,4 nm podem chegar às lojas?
A projeção oficial aponta para depois de 2031, caso a produção em escala seja viável.
Sanções dos EUA ainda podem barrar o avanço da Huawei?
Sim. A empresa segue proibida de comprar equipamentos EUV, mas investe em ferramentas domésticas para contornar a restrição.
E você? Acredita que a Huawei conseguirá driblar as sanções e redefinir a corrida dos chips? Para mais análises de mercado, acompanhe nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Huawei